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Nesta área do site vocês poderam ler sobre as saídas de mergulho que já fizemos, algumas fotos, viagens e cursos que rolaram! Venha mergulhar com a XDivers e mande seu logbook para nós! Colocaremos no site como foi seu mergulho e suas fotos!  


Aniversário do CT Paraíba - Por Roberto da Luz

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(Foto tirada por Carlos Henrique - Retirada do site Brasil Mergulho)
Poderia ser apenas mais um dia agradável e prazeroso para os passageiros do navio cruzeiro que singrava as águas da baía de Guanabara no dia 4 de fevereiro de 2005. Não fosse uma jovem ter sua atenção atraída pela cena de um vaso de guerra que inicialmente vinha sendo rebocado por outro, e que, de repente começa a adernar e culmina por afundar cerca de 15 milhas da costa. A jovem em questão, irmã do mergulhador técnico Carlos Henrique, nosso amigo de Recife, fez a foto rara do afundamento do CT Paraíba em águas cariocas. A notícia correu e em pouco tempo “caía a ficha”; O Rio tinha o maior naufrágio inteiro do país.

O CT Paraíba ficou a serviço da Marinha do Brasil durante 14 anos e após desequipado foi leiloado e arrematado por empresa especializada em Desmanche “Arusha Shipping,” sendo seu destino final modificado exatamente na viagem que fazia para Alang na Índia. Antes, quando na marinha americana, como USS Davidson, cumpriu destacado papel desde a II guerra mundial e posteriormente, á partir de 1967, no Sudeste Asiático. Naquele momento eternizado na foto o vaso de guerra, como que revoltado com o destino que lhe era imposto, opta pelo fundo do mar, sem dúvida lugar bem mais digno para quem teve a sua  trajetória heróica.

Dois meses depois do naufrágio, já tomávamos parte em um mergulho, a bordo do Azurro, na operadora Sotomare do Bruno e tendo como companhia, entre outros, Lelis Jr., um dos que havia encontrado o local exato do naufrágio. A partir daí o Paraíba começa a atrair mergulhadores de Recife, São Paulo, Minas e Brasília.

A profundidade em que o mesmo se encontra, 54 metros, faz com que o mesmo seja visitado exclusivamente por mergulhadores técnicos com especialização em naufrágios. Fica, assim, muito claro que não é simples e fácil a organização, pelas operadoras, de um mergulho desta magnitude, com certa regularidade. Surge aí a figura de um cidadão cuja característica principal eu julgava não ser encontrável. Gostar mais de mergulho do que eu.

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(Croqui por Maurício Carvalho - Clique na imagem para aumentar)

Luis Basílio começou a mergulhar no CT Paraíba, na mesma época e atendendo a um convite fiz meu primeiro mergulho com ele e Doc (Eduardo Davidowki) em maio de 2005, à bordo da lancha Anakin. Mais alguns mergulhos no Azurro, sempre com participação de mergulhadores de outros estados, e entrei na rotina de mergulhos do Basílio, todas as sextas feiras na parte da manhã. Estava estabelecido o “half day off”. Isso explica os mais de 112 mergulhos que conseguimos fazer, nesse período de quatro anos, todos devidamente logados com uso de programas de computador. Os mergulhos realizados foram sempre encarados como missões, com planejamento específico, calculo de gases a serem usados, tempo de fundo, locais do naufrágio a serem visitados, etc. Esse planejamento tem ficado cada vez mais detalhado face ao instrumental hoje existente na lancha Darth Wader (substituiu a Anakin) que permite lançar o cabo de amarração no ponto desejado do naufrágio. Embora tais medidas sejam próprias a qualquer mergulho considerado técnico, no caso do CT Paraíba, os cuidados com a missão são plenamente justificáveis, tendo em vista não ser um destino preparado para receber os mergulhadores como os encontrados, por exemplo, em Recife e em Guaraparí, onde naufrágios foram criados como recifes artificiais. A penetração no Paraíba é bem complexa já que, com o tempo, chapas metálicas e cabos despencaram e a posição do navio com inclinação de 45º dificulta o acesso principalmente quando é necessário descer ou subir escadas. Agravando isso, as condições predominantes no local são quase sempre de baixa visibilidade, em certos períodos do ano as águas chegam aos 12º e a ocorrência de correntes tanto na superfície quando no decorrer do mergulho são fatores a serem levados em conta.

Não pensem os amigos que não existem outras surpresas nos aguardando. Seis vezes fomos forçados a “chamar “o mergulho em razão de correntes muito fortes, problemas com equipamento do dupla ou devido ao deslocamento da garatéia. Mas tem também o dia da Lei de Murphy. O meu foi no dia 20 de maio de 2006.

Cabo fixado ao navio, cinco mergulhadores descendo em fila e eu por último, numa manhã agradável, com sol, água aos 23º, tudo para dar certo... Na medida em que descia, via meus companheiros de mergulho, na frente, chegarem ao navio e dividirem-se em grupos. Tudo antecipava um grande mergulho... Faltavam uns seis metros entre eu e grupo quando larguei o cabo e imediatamente fui levado para longe deles por uma corrente fortíssima. Acenei com a lanterna e a turma, toda empolgada com um ótimo início, nada viu. Mas não se esqueçam da mensagem extraída da conhecida Lei de Murphy “Tudo que está ruim pode piorar”. E piorou... Fui levado para longe do grupo e também para longe do naufrágio. Tentei forçar o ciclo de pernadas para não me afastar ainda mais e isso de nada adiantou.  Fui para o fundo onde ainda via o que parecia a sombra do.navio. Aí vem mais um componente de filme de terror: Ao colocar as mãos no fundo vi que elas traçavam linhas na areia na medida em que eu era arrastado para longe. Para o azul. Pedi pra sair! Nadar contra a forte corrente não era opção pela simples razão que alteraria meu ritmo respiratório o que favoreceria o incremento da narcose. Retardar minha subida, com as paradas requeridas de mais de 15 minutos, traria a conseqüência de me afastar da lancha que estava sobre o naufrágio, já que eu estava à deriva..
Iniciei minha subida e lancei o lift bag indo direto para a última parada com oxigênio puro objetivando acelerar a minha descompressão que embora pequena não era desprezível. Chegando aos seis metros, veio a dúvida: pagar a deco e depois ir pra superfície alertar o marinheiro, Marcos, que ficara na lancha ou arriscar, “chutar o balde” chamar a atenção do barco e voltar pra cumprir a deco? Acertou quem pensou na última hipótese.
Ficar perdido no azul depois de cumprir a descompressão não me pareceu a melhor opção. Fui pra superfície, chamei o Marcos que felizmente já havia visto o lift ao longe, e desci para pagar os mais de doze minutos que faltavam. No final, ainda respirei Oxigênio no barco e tudo terminou como começara, muito bem.

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(Fotos tiradas por Ricardo Azoury)


Esse e outros tantos mergulhos muito mais interessantes são os motivadores para que continuemos visitando esse  que veio se instalar “no quintal da nossa casa” há quatro anos. Talvez por isso, quando indagado sobre a característica principal que destacaria no mergulho no CT, não tenho dúvidas: Ele é sempre surpreendente.

Existem diversos vídeos sobre o CT Paraíba no Youtube, muitos dos quais de autoria de Edu Kossatz e de Luiz Basílio. Eu gosto de um em especial:

roberto da luzRoberto da Luz (BOB) é MSDT PADI, Instructor em diversas especialidades, Tec Deep Instructor DSAT, Tec Trimix Diver DSAT, Cave Diving NACD, Tec Support Diver DSAT. Viagens e mergulhos são seus "vícios" se possivel conjugados.


Saída de Mergulho no Rio de Janeiro, dia 21/03/09

Um mergulho a ser lembrado por muito tempo!

Rio de Janeiro sempre teve razão de sobra para ser lembrado e comentado mundo a fora seja lá qual for o assunto em questão. E com mergulho não é diferente. Quem já mergulha e já teve a oportunidade de cair na cidade maravilhosa, sabe que nem sempre se encontram as melhores condições para a atividade. Águas nem sempre claras e quentes, alcançadas por uma navegação longa, cerca de uma hora e meia para os principais pontos cariocas.

Resolvemos essa última parte com o MERGULHO EXPRESSO, partindo da Marina da Glória num veloz flexboat, diminuindo o tempo de navegação para 20 minutos em média, e ainda fazendo algumas “gracinhas” durante o passeio. Tempo resolvido, só falta torcer pra encontrar uma água convidativa.

Exatamente o que ocorreu nesse último dia 21 de março de 2009!

Saímos da Marina da Gloria às 7:40 com destino as ilhas CAGARRAS, numa manhã perfeita de sol e MAR calmíssimo. O Grupo era composto de mergulhadores básicos, com o objetivo de curtir um mergulho legal e um passeio muito bonito, e ainda dar tempo para curtir uma praia. Um mergulho que era para ser mediano, acabou sendo ESTUPENDO! Água com 25 graus e 15 metros de visibilidade, tartarugas, moréias e uma raia xita fizeram a alegria de todos no barco, que às 9:40 atracou novamente na Marina da gloria, com uma sensação exacerbada de missão cumprida.

Logo em seguida, às 10h45, partimos para outra aventura mais AVANÇADA, literalmente. Com o flexboat ocupado por uma turma mais experiente, fizemos outra “corrida” até a ILHA RASA, ponto do famoso naufrágio do cargueiro alemão Buenos Aires. Lá desde 1890, seus 100 metros encontram-se desmantelados desde sua proa, aos 12 metros, até a popa com seu hélice, que jaz abaixo dos 40 metros. Devido a essa característica, o mergulho possibilita uma excelente oportunidade de por em prática técnicas de mergulho multi-nível, enquanto se avista o motor, caldeiras, guinchos e no fim três enormes âncoras do tipo “almirantado”.

O normal do ponto é uma água de no máximo 2 metros de visibilidade, principalmente no ponto mais fundo, e bastante fria, cerca de 15 graus. A temperatura se repetiu, tudo bem, mas numa água onde bateu 6 metros de visibilidade no ponto mais fundo, junto ao hélice.

Agora sim, após dois incríveis mergulhos nas águas cariocas, a sensação de missão cumprida era plena. Ou pelo menos quase: faltava escolher para qual praia iríamos para pegar um sol...

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Dia 28/03, próximo sábado, teremos mergulho no Rio de Janeiro novamente! Entre em contato para mais informações!

Escrito por Rodrigo Figueiredo, 25/03/09

 


 

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